Jornal Conexão

A Suíça devolve ao Brasil 1 bilhão e 400 milhões de reais desviados dos cofres públicos brasileiros

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A Suíça anunciou nesta terça-feira (09) que devolveu ao Brasil 365 milhões de francos suíços (equivalente a mais de R$ 1,4 bilhão) que haviam sido confiscados pela Justiça em relação ao caso de corrupção que envolve as empresas Petrobras e a empreiteira Odebrecht. Em 2014, a Operação Lava-Jato revelou um esquema de desvio de dinheiro público orquestrado entre políticos, empresários e funcionários da Petrobras, um escândalo que teve ramificações em outro países através da empreiteira Odebrecht.

 

Desde abril de 2014, o Ministério Público suíço investiga o caso, “em particular as suspeitas de lavagem de dinheiro com agravante e, em muitos casos, as suspeitas de corrupção de agentes públicos estrangeiros”, afirma um comunicado. “Atualmente há 70 processos penais em curso”, informou o MPC [Ministério Público da Confederação].”Até agora a Suíça devolveu cerca de 365 milhões de francos suíços a favor dos prejudicados no Brasil, com o consentimento das pessoas autorizadas”, afirmou a Promotoria.

“As últimas devoluções, de 9 milhões de francos suíços, aconteceram no fim de março”. Centenas de milhões de francos suíços, no entanto, permanecem bloqueados na Suíça. De acordo com o MPC, que trabalha em cooperação com o Ministério Público brasileiro, os bens patrimoniais congelados pelas autoridades suíças somam quase 700 milhões de francos.

Mais acordos

No mês passado, a Operação Lava-Jato completou quatro anos e, a essa altura, o montante calculado pela força-tarefa a ser ressarcido aos cofres públicos é de R$ 44,4 bilhões. A soma foi pleiteada nas diversas ações judiciais propostas por procuradores federais em Curitiba e no Rio de Janeiro.

“Das nossas ações cíveis, apesar da tramitação no Paraná ser mais rápida, não tivemos nenhuma julgada em primeiro grau. Nosso processo judicial é muito lento, muito difícil”, afirmou o procurador Paulo Galvão, integrante da força-tarefa no Paraná, referindo-se aos pedidos judiciais de reparação de danos que em Curitiba somam R$ 38,1 bilhões e, no Rio, R$ 2,34 bilhões.

Os valores reivindicados na Justiça – nos quais estão incluídos os R$ 3,2 bilhões bloqueados judicialmente entre bens e contas de réus – só poderão ser repassado às vítimas diretas dos crimes investigados pela Lava-Jato quando não houver mais a possibilidade de recursos judiciais. Um desses bens bloqueados é o triplex do Guarujá, que o Ministério Público Federal diz ter sido dado pela OAS como propina ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nega a acusação. O imóvel vai a leilão em maio, e o dinheiro da venda será depositado numa conta judicial até o fim da ação.

Fonte: O Sul

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